Uma escola numa montanha na China

Natacha Fidalgo
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Natacha Fidalgo

Natacha Fidalgo é uma vilafranquense nascida em Moçambique que mora em Macau há 4 anos.
Mãe de duas crianças, a Letícia e o Rafael, começou a sua carreira como gerente de uma loja de roupa. Tem uma licenciatura em RH, e trabalha como formadora profissional há mais de 10 anos.
Mais recentemente, e perseguindo o seu sonho de ensinar, a Natacha completou uma Pós- Graduação em Educação e tem estado a trabalhar como professora de Inglês em Macau, como parte de um projecto que visa acrescentar criatividade e pensamento crítico às salas de aula desde os 3 anos, ao nível universitário.
Tendo interesses em muitas áreas, decidiu também seguir uma carreira como animadora de rádio, coisa que já tinha feito na adolescência com um programa semanal na Rádio Lezíria, e, começou este ano o seu próprio programa na Rádio Macau.
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Esta semana não tenho um programa radiofónico para vos mostrar porque foi interrompido para que eu pudesse fazer uma viagem. E é isso que venho partilhar aqui hoje convosco.

A rádio é uma das minhas paixões, mas não é a única. Quando cheguei a Macau, há quase 5 anos, à procura de trabalho, encontrei-o numa empresa chamada CICE que tinha como intuito introduzir, nas escolas de cá,  criatividade, pensamento critico, enfim, diferentes formas de aprendizagem que não incluíssem o método de memorização que é o  mais habitual na cultura Chinesa. Estávamos as 3, a mentora do projecto,  Micaela de Senna Fernandes, a Patrícia Norte e eu em reunião tipo conversa de café,  acerca da disciplina de Estudos Sociais que estávamos a ensinar em Inglês na altura, na escola primária, quando a conversa foi parar à diferença entre o «mundo rico» e o «mundo pobre».

Para vos contextualizar, devo explicar que, por cá, as crianças vivem com mais do que a maioria das crianças no mundo vive, em média. Como são crianças, conhecem pouco mais do que a realidade que lhes é mostrada, e apercebemo-nos que se vêem normalmente como crianças, não diria pobres, mas, pelo menos, não ricas. Pareceu-nos que devíamos fazer alguma coisa em relação a isso.  E foi assim que juntámos a capacidade de fazer contactos com a experiência em montar espectáculos musicais com crianças e a vontade de trabalhar e juntámos cerca 70 alunos – entre coro, actores e figurantes – para executar um espectáculo de beneficência que não só os ajudasse a perceber que há tantas crianças no mundo a precisar de ajuda, como também que o trabalho e a dedicação deles poderiam ser materializados nessa ajuda. Que basta cada um de nós querer.

A escola deu-nos total apoio e, quando demos por nós, já tínhamos a banda do Secundário a tocar no espectáculo ao vivo, professores de todas as disciplinas a ajudar, e a comunidade escolar a pagar bilhete e a doar dinheiro para a causa escolhida. No 1º ano levantámos fundos para a UNICEF usar em escolas nas Filipinas; no 3º ano levantámos dinheiro para ajudar uma fundação de apoio a órfãos no Uganda, e, no 2º ano, levantámos fundos que foram suficientes para construir um edifício para o ensino pré-escolar numa escola numa montanha na China. A escola para os pequeninos está pronta, e foi para ir participar na sua inauguração que não pude estar presente para fazer o programa de rádio habitual.

Valeu a pena não poder. Aqui vos deixo um testemunho do cumprimento de um sonho.

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Natacha Fidalgo é uma vilafranquense nascida em Moçambique que mora em Macau há 4 anos. Mãe de duas crianças, a Letícia e o Rafael, começou a sua carreira como gerente de uma loja de roupa. Tem uma licenciatura em RH, e trabalha como formadora profissional há mais de 10 anos. Mais recentemente, e perseguindo o seu sonho de ensinar, a Natacha completou uma Pós- Graduação em Educação e tem estado a trabalhar como professora de Inglês em Macau, como parte de um projecto que visa acrescentar criatividade e pensamento crítico às salas de aula desde os 3 anos, ao nível universitário. Tendo interesses em muitas áreas, decidiu também seguir uma carreira como animadora de rádio, coisa que já tinha feito na adolescência com um programa semanal na Rádio Lezíria, e, começou este ano o seu próprio programa na Rádio Macau.

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