“Back to Business”?

Numa noite de sexta feira o casal Pereira resolveu que teriam de decidir sobre as medidas a tomar em relação ao Diogo. Sabiam bem que ou o agarravam agora, ou iriam ter problemas ainda maiores no futuro. Mas era tão difícil discutir isso… tal era o medo de errar e tornar a emenda pior que o soneto, como já tinham constatado nas várias tentativas de ir direto ao assunto, que ficavam sempre derrotados antes sequer de tentar intervir.

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Uma conversa à beira do Tejo espumante

Depois de muitas conversas e conselhos recebidos no IEFP, e de ter frequentado um curso completamente inútil sobre empreendedorismo (ele achou que aquilo era só para justificar gastos de um projeto qualquer financiado pelo Fundo Social Europeu), João Pereira, de acordo com quem para ele de facto contava, a Dª Benvinda da Assunção, sua mulher, decidiu escolher uma área para montar um negócio: material para a hotelaria. O turismo é que está a dar!

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O abuso sobre as mulheres

João Pereira possuía um grupo de amigos mais próximos no emprego com os quais havia anos se juntava à hora do almoço. Eram 3 homens (com ele, 4) e uma mulher que trabalhavam em várias secções do banco, todos tão veteranos como ele, e unidos por dois princípios: primeiro, a recusa absoluta da dispensa do almoço como refeição central, insubstituível por umas sobras de comida ou coisas feitas à pressa e metidas numa tupperware para engolir no local de trabalho, ou por uma refeição “fast-food” comida de pé num dos vários “snacks” da zona.

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A tragédia da rua da Barroca

– Muitíssimo obrigado, Sr. Engenheiro. Nem sabe como nos ajudou. Foi um prazer negociar com V. Exa”, disse João Pereira quase num suspiro, como se ainda não estivesse seguro de que tinha consumado o negócio, quando na verdade os 200 mil Euros já estavam na sua conta e a escritura assinada, tendo uma cópia autenticada ficado em seu poder. – “E a simpatia de nos dar 6 meses para mudar, só pode vir de uma pessoa com bom coração”.

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Uma crise Raríssima na Associação dos Animais

O dia de Natal da família Pereira foi normalíssimo. Depois da “preparação” da ceia, cada qual contribuindo à sua maneira (em geral, as mulheres a trabalhar e os homens a beber uns copos e a jogar às cartas, para não atrapalhar, diziam eles, porque era assim todo o ano e que se eles tivessem de parir o mundo já tinha acabado, diziam elas, mas com tom divertido) e da regular ida à “missa do galo”, todos se mandaram sem dó nem piedade à generosa refeição da consoada.

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Cogitações Natalícias

O “espírito natalício” não é um, são vários espíritos, como se imagina depois do que temos visto.

A Joana “Cocas”, no Brasil, não parecia perceber sequer que quadra era aquela. O Natal metia frio, não era? Ali, no quentinho do verão tropical, passava os dias “de papo para o ar”, quando não estava curvada e de cabeça tombada sobre uma linha de pó branco que inalava com a frequência do costume. Indolência absoluta e alienação total. Está-se bem, né?

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Um funeral e uma noite consolada

Dois dias separaram a saída triunfal da família Pereira do Tribunal e o funeral da “Generala”.
Mulher previdente como só podia ser, ela tinha previsto para muitos anos depois o seu próprio passamento, mas foi lesta a constituir um depósito destinado a pagar o seu próprio evento funerário, incluindo um crucifixo em bronze e esquifo de primeiríssima categoria.

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