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Maria José Vitorino

Maria José Vitorino

É professora desde 1976, bibliotecária desde 1990 e formadora certificada desde 1998. Publica regularmente artigos e comunicações em publicações especializadas, Congressos e Seminários, integrando a equipa de peer-review da IASL. Tem participado na organização de Conferências, Encontros e outros eventos nacionais e internacionais. Entre 1998 e 2014, trabalhou na Rede de Bibliotecas Escolares apoiando projetos e equipas de diversos concelhos. De 2004 a 2008, coordenou, com Amália Bárrios e Ana Melo, o THEKA Projeto Gulbenkian de Formação de Professores para o Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares. Licenciada em História (1977), é pós-graduada em Ciências Documentais-Bibliotecas e Documentação (1990) e em Gestão e Curadoria da Informação (2015), e mestre em Ciências da Educação - Educação e Leitura (2007). Participa como associada e dirigente em diversas associações, nacionais e internacionais, tais como: BAD Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, APMNR Associação Promotora do Museu do Neorealismo, APCEP Associação Portuguesa de Cultura e Educação Permanente, IASL International Association for Schoollibrarianship, ENSIL European Network for School Libraries and Information Literacy, Associação Forum Manifesto. É aderente do Bloco de Esquerda desde a sua fundação. Em 2009 recebeu o prémio IASL Schoollibrarianship e em 2010 oCidadão d'Honra-Mérito Cultural atribuído pela Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Fundou em 2014 a Laredo Associação Cultural, sendo membro da Direção. Reside em Vila Franca de Xira.
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1965. Há 52 anos. Havia eleições em Portugal? Haver, havia, mas não era a mesma coisa. Recordemos que era um país de analfabetos – em 1960, 4 em cada 10 portugueses não sabiam ler nem escrever

Só podiam votar os que tivessem sexo masculino, soubessem ler e escrever ou, não sabendo, tivessem algum rendimento (analfabeto e pobre, então, nem pensar).

E as mulheres? Ainda menos, tinham que ter cursos médios, não bastava saber ler nem escrever, ou serem chefes de família (leia-se “sem homem que as guiasse” – viúvas, por exemplo), com rendimentos. Se fossem casadas e tivessem rendimentos, mesmo analfabetas, para votar tinham de pagar o dobro dos homens anualmente, para terem o mesmo direito de voto. Uma lei de 1946, que se manteve em vigor. 

Ora aconteceu que muitas destas mulheres criaram filhos e netos, e filhas e netas, e incentivavam gerações a ir à escola, aprender e formar capacidade de ler e entender, criticar e mudar. 9 anos depois destas eleições, e 38 depois daquela lei fascista, muitas mulheres de todas as condições e graus de instrução apoiaram os militares de Abril, quase todos com menos de 40 anos de idade, e a revolução. 

Nas primeiras votações depois do 25 de Abril, elas eram imensas, eles eram muitos, faziam filas e filas, e votaram. A melhor resposta à ditadura – não ter medo, participar, sentir-se igual e cidadão. E votar. Agradeço a partilha da imagem à Helena Pato, no precioso grupo do Facebook Fascismo nunca mais, que vai em mais de 12000 membros.

Estatísticas de educação – ver pg. 18 do vol. II sobre a evolução do analfabetismo
http://www.dgeec.mec.pt/np4/172/


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É professora desde 1976, bibliotecária desde 1990 e formadora certificada desde 1998. Publica regularmente artigos e comunicações em publicações especializadas, Congressos e Seminários, integrando a equipa de peer-review da IASL. Tem participado na organização de Conferências, Encontros e outros eventos nacionais e internacionais. Entre 1998 e 2014, trabalhou na Rede de Bibliotecas Escolares apoiando projetos e equipas de diversos concelhos. De 2004 a 2008, coordenou, com Amália Bárrios e Ana Melo, o THEKA Projeto Gulbenkian de Formação de Professores para o Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares. Licenciada em História (1977), é pós-graduada em Ciências Documentais-Bibliotecas e Documentação (1990) e em Gestão e Curadoria da Informação (2015), e mestre em Ciências da Educação - Educação e Leitura (2007). Participa como associada e dirigente em diversas associações, nacionais e internacionais, tais como: BAD Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, APMNR Associação Promotora do Museu do Neorealismo, APCEP Associação Portuguesa de Cultura e Educação Permanente, IASL International Association for Schoollibrarianship, ENSIL European Network for School Libraries and Information Literacy, Associação Forum Manifesto. É aderente do Bloco de Esquerda desde a sua fundação. Em 2009 recebeu o prémio IASL Schoollibrarianship e em 2010 o Cidadão d'Honra-Mérito Cultural atribuído pela Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Fundou em 2014 a Laredo Associação Cultural, sendo membro da Direção. Reside em Vila Franca de Xira.

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