Vilafranca Centro: que destino?

Sofia T

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.
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Faz hoje 21 anos que o Vilafranca Centro abriu as portas a um público sedento de um Centro Comercial que satisfizesse as suas necessidades. Foi mais precisamente no dia 19 de Novembro de 1994 que o Vilafranca Centro, já nessa altura envolto em polémicas, se encheu de público de Vila Franca e arredores.

Das polémicas aquando da construção do Centro, ficam a dificuldade em estabelecer acordos com os proprietários de habitações do local onde iria ser construído; o medo dos pequenos comerciantes de serem esmagados pela concorrência e a rejeição do primeiro projecto, apresentado pelo arquitecto Tomás Taveira, que foi muito contestado pela população e pelos partidos da oposição na autarquia por ser demasiado arrojado e desintegrado do local.

Há 21 anos, o Vilafranca Centro veio tomar o lugar da antiga Estalagem Lezíria e do Cinema de Vila Franca num projecto do arquitecto Arsénio Espinosa. Gastaram-se 3.500 milhões de contos (cerca de 17.500.000€) para construir este edifício de 35.000 m2 e 4 pisos com 180 lojas, 3 salas de cinema e 2 parques de estacionamento, então considerado o terceiro maior do país e o maior da região.

O centro comercial trazia uma novidade chamada cinema IMAX que era pioneira em Portugal, mas que acabou por não vingar por aqui.

No dia da inauguração do novo e ambicioso centro comercial estiveram presentes personalidades como Luís Filipe Vieira, Sousa Cintra ou Eusébio e as palavras de ordem foram “qualidade, imaginação e audácia” segundo o relato do jornal “Notícias de Alverca” na sua publicação de 15/12/1994.

Mas o Vilafranca Centro, se nasceu envolto em polémicas, assim continuou e poucos anos mais tarde o IMAX fechou sob uma aura de incompetência na gestão, seguido por várias lojas, cujos proprietários foram desistindo de apostar no negócio aqui, e das outras 2 salas de cinema.

Desde 2007 que se discute a possibilidade de a Câmara Municipal instalar serviços neste centro comercial, chegando a ser estabelecido um protocolo com o proprietário, o que nunca se chegou a concretizar por questões financeiras.

E a 31 de Outubro de 2013 o Vilafranca Centro fechou portas.

Hoje, continua com as portas fechadas e a degradar-se de dia para dia.  Já foi assaltado e vandalizado. Agora, está vedado, mas continua à espera de um destino.

Em dia de aniversário da abertura desta grande construção na cidade de Vila Franca de Xira, o Gaibéu, que foi, no passado mês de Outubro, para a rua perguntar às pessoas o que fariam deste espaço se tivessem o poder de decisão, deixa aqui as respostas.

*Fotografias de Helder Bento

Comentários

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.

3 thoughts on “Vilafranca Centro: que destino?

  • 19 Novembro, 2015 at 16:40
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    Musica de Eddie Vedder – boa escolha! 🙂

    Reply
  • 19 Novembro, 2015 at 16:39
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    Eu estive presente antes da inauguração a instalar computadores numa loja de camisolas de lã de Vila Nogueira. Estava ainda a estagiar. Era um espaço com muita luz e vida!

    Reply
  • 19 Novembro, 2015 at 16:29
    Permalink

    Faria o mesmo que foi efectuado no antigo Centro Comercial Odivelas Parque (agora denominado de Strada), nomeadamente instalar um Gabinete de Cidadão, lojas Outlet, etc. etc.

    Reply

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