Rockets aterram no Cais 27 e enchem-no de boa música

Sofia T

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.
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Quando ainda não tinha um nome, “The Rockets” começou por ser a “banda do Marcos”

A banda chama-se “The Rockets Classic Rock Ensemble”.Veio da margem sul do Tejo e trouxe um vila-franquense que se mudou para lá há uns anos. O vila-franquense é o Marco Matias e é o vocalista desta banda de covers de classic rock. De Queen a Doors ou Led Zepplin, passando por U2The Cult ou Muse, estes “rockets” da música vieram a Vila Franca, mais precisamente ao Cais 27, e abanaram as paredes – e os corpos de quem os ouviu – do mais recente espaço cultural que tem vindo a juntar várias artes: teatro, música, dança, exposições, festas temáticas, entre outras.

Para a escolha do nome queriam “qualquer coisa rápida que fizesse barulho” e o que há mais rápido e barulhento do que “The Rockets” (foguetes, foguetões)?

A princípio, quando ainda não tinham escolhido o nome, eram a “banda do Marcos”, porque já tinham datas marcadas para actuarem e não sabiam como haviam de lhes chamar.

E Marcos é coisa que não lhes falta. Neste momento, têm três: um Marcos, dois Marcos e um Bruno.  Ou seja, o Marcos Vicente (baterista), o Marco Noé (guitarrista), o Marco Matias (vocalista) e o Bruno Manz (baixista). Ao todo são quatro e estão juntos desde Fevereiro de 2014 para pôr toda a gente a mexer por esse país fora. Do Algarve ao Gerês já foram, falta agora “conquistar” as ilhas e o Minho.

O grupo é jovem, tem dois anos, mas nem por isso é inexperiente. Quase todos vêm de outras bandas e trazem na bagagem já muitos anos de música e experiências.

A procura do vocalista

O Bruno Manz e o Marcos Vicente são os pioneiros da banda. Durante uns tempos, com um outro elemento que já não pertence a este grupo, o João Valério, andaram à procura de um vocalista.

Um dia, encontraram o Marco Matias na sala ao lado da de onde ensaiavam. No intervalo em que foram à rua fumar um cigarro, ficaram à escuta da sala onde o Matias e amigos tocavam, e gostaram daquela voz que “cantava muito”. Disseram um para o outro na brincadeira:

-Contrata mas é já este gajo que está aqui dentro!

A brincadeira veio a tornar-se realidade e o Marco, o Matias, acabou por vir a juntar-se à banda.

Os quatro “Rockets”

O Marcos Vicente e o Bruno Manz já vêm de outras músicas, conheceram-se noutra banda, os “Rock Em Stock”, e voltaram mais tarde a unir-se para criarem esta.

Marco Noé, Marco Matias, Marcos Vicente e Bruno Manz
Marco Noé, Marco Matias, Marcos Vicente e Bruno Manz, este sábado, no Cais 27

Marcos Vicente (baterista)

O Marcos Vicente toca desde os 16 anos, começou numa banda de hardcore, que durou cerca de 20 anos, mas parou durante uns tempos porque foi jogador de futebol, voltou à música para tocar em várias bandas de bares até que se veio a juntar ao Manz para criar os “Rockets”.

Bruno Manz (baixista)

O Bruno Manz toca sensivelmente desde os 13 anos, mas só recentemente toca covers, pois veio de um percurso de bandas de originais. Saiu de outra banda com o Marcos para o que viria a ser os “Rockets”.

Marco Noé (guitarrista)

O Marco Noé começou a tocar aos 14, porque “o Kurt Cobain morreu e eu achei aquilo muito mau e que tinha de começar a tocar Nirvana”.

Na sua primeira banda de covers tocou com o Marcos, em 1999. Foi o último a entrar para os “Rockets”, mas chegou com um “saco cheio de experiências”.

Marcos Matias (vocalista)

O Marco Matias é o vila-franquense que “caiu de pára-quedas” na margem-sul, como o próprio diz.

Com alguma experiência na música de quando era mais miúdo: teve umas bandas de garagem e deu alguns concertos enquanto viveu em Vila Franca de Xira, tocou, inclusivamente, na escola Reynaldo dos Santos.

Marco Matias veio a reencontrar-se com a música nos “Rockets” e desta fase mais tardia diz que “foi bom o timing em que as coisas apareceram”.

Do regresso à terra de origem para vir tocar, Matias contou: “Venho rever amigos. Hoje é um dia especial porque vou juntar a família que já fiz lá do outro lado com esta que eu sempre tive aqui”.

Do que sente mais falta de Vila Franca é, obviamente, dos amigos e gosta de, quando cá vem, recordar os tempos em que aqui viveu. Causam-lhe uma certa nostalgia que aprecia saborear.

Da noite de sábado disse que esperava que todos se divertissem e que a música especial que trouxe para este concerto são todas, porque “são todas especiais”.

Futuro e conquistas

Os “Rockets” têm vindo a crescer. Em dois anos de vida têm uma boa agenda no circuito de bares onde querem e gostam de tocar. Pensam partir para os originais, mas sem data marcada, porque têm o “bichinho” e “porque se funciona tão bem neste registo, porque não?”

Conseguiram um 2º lugar, em 2014, no concurso “Let’s Rock Covers”, em Azeitão, “estão confortáveis a tocar uns com os outros”, como diz o Marco, o Noé, e “soam bem”, muito bem. A prova está no vídeo aqui em baixo gravado no Cine Incrível, em Almada, em Outubro do ano passado e no concerto que deram este sábado no Cais 27.

Nos dias 13 e 14 de Maio vão começar a “conquistar as ilhas” dos Açores.

Esperemos que, depois, voltem cá a aterrar.

Captado ao vivo no Cine Incrível,  no dia 23 de Outubro de 2015

*Artigo editado com correcção do local do Concurso "Let’s Rock Covers".

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

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One thought on “Rockets aterram no Cais 27 e enchem-no de boa música

  • 12 Abril, 2016 at 17:10
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    Uma boa e grande surpresa a banda do meu amigo Matias!! Voltem sempre!

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