Panquecas da Nigella

Maria João Martinho
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Maria João Martinho

Historiadora da Arte de formação, trabalha desde 1999 na área do Património Cultural.
Adora cozinhar desde muito jovem, nutrindo um grande entusiasmo pela investigação de gastronomias internacionais, pela cozinha vegetariana e pela saúde baseada na prática alimentar.
A par da sua profissão, encontra-se actualmente envolvida em alguns projectos na vertente gastronómica, designadamente o projecto "Cozinha com Histórias", a decorrer no Palácio do Sobralinho, onde concilia a história dos alimentos à confecção de menus de degustação temáticos.
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Já vos falei aqui dos nossos pequenos-almoços ao fim-de-semana, que se distinguem bem dos da semana, porque a disposição e o tempo o permitem. Nada como começar o dia bem cedo, com tempo para preparar e degustar um pequeno-almoço mais elaborado, sabendo que depois ainda existem muitas horas pela frente, para aproveitarmos da forma que entendermos, até o dia chegar ao seu fim (o que para mim, independentemente do dia da semana, raramente vai além da meia noite).

Hoje vou falar-vos do pequeno-almoço preferido da minha filha, e que constitui, a par dos scones, os pequenos-almoços mais antigos da nossa casa.

Como a maioria dos pratos, a sua origem é envolta em alguma controvérsia, e parece-me que o nome pode designar inclusive diferentes realidades, muito provavelmente resultado da apropriação que diferentes partes do Mundo foram fazendo.

Descobri, por exemplo, que as primeiras referências remontam ao século I da nossa era, concretamente ao receituário “De recoquinaria”, da autoria de um gastrónomo romano de seu nome Apicius.

A origem da palavra portuguesa panqueca deriva da inglesa pancake. Se desconstruirmos esta última  (pan significa frigideira e cake bolo), percebemos que se trata de um bolo cozinhado na frigideira. E disso se trata, efectivamente!

A melhor receita que encontrei até hoje pertence à sedutora Nigella Lawson, que nos acostumou a olhar para a comida como um prazer a considerar em cada momento das nossas vidas! A receita dela, que aqui vos deixo, é muito fácil e sai sempre bem, por isso a aconselho, mesmo para aqueles que se consideram um desastre na cozinha.

Por ter um sabor agradavelmente suave, pode ter múltiplos acompanhamentos:

  • o conhecido maple syrup tão usado por americanos e canadianos;
  • mel, se quisermos um sabor mais português e rico (eu prefiro), que combina tão bem com morangos;
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Prefiro o mel ao maple syrup, porque o primeiro tem uma textura muito mais atractiva para o meu palato
  • queijo e fiambre, caso pretendam tornar as panquecas num brunch e podem sempre começar com acompanhamentos salgados e depois, em jeito de sobremesa, passar para sabores doces;
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Podemos usar queijo e fiambre, ou, em alternativa, o nosso magnífico presunto
  • açúcar mascavado e canela;
  • compota de frutas.

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Panquecas da Nigella Lawson

(receita adaptada do blog Nigella)

 

Ingredientes

|225 g farinha sem fermento T55

|1 colher chá fermento em pó

|1 pitada de sal

|1 colher sopa açúcar

|2 ovos grandes

|300 g margarina (uso Becel Cozinha)

|300 ml leite

 

A opção da compota é também muito agradável. Se puder, faça a sua própria compota, a partir de fruta fresca sazonal
A opção da compota é também muito agradável. Se puder, faça a sua própria compota, a partir de fruta fresca sazonal

Preparação

  1. Colocar todos os ingredientes num robot de cozinha e bater durante cerca de 2 minutos.
  2. Aquecer uma pequena frigideira de fundo anti-aderente e quando estiver quente verter uma concha de sopa mal cheia com o preparado obtido.
  3. Quando toda a superfície da massa estiver a borbulhar, com a ajuda de uma espátula, virar a panqueca.
  4. Virar as vezes que acharem necessárias, até a panqueca estar com a cor e textura que pretendam. Eu gosto delas com aquela cor de caramelo e bem estaladiças.
  5. Colocar cada panqueca numa grelha metálica para arrefecer mantendo-se sequinha e depois ir empilhando num prato.
  6. Servir com os acompanhamentos da vossa preferência.

 

Bom fim-de-semana e bons cozinhados!

 

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Maria João Martinho

Historiadora da Arte de formação, trabalha desde 1999 na área do Património Cultural.
Adora cozinhar desde muito jovem, nutrindo um grande entusiasmo pela investigação de gastronomias internacionais, pela cozinha vegetariana e pela saúde baseada na prática alimentar.
A par da sua profissão, encontra-se actualmente envolvida em alguns projectos na vertente gastronómica, designadamente o projecto “Cozinha com Histórias”, a decorrer no Palácio do Sobralinho, onde concilia a história dos alimentos à confecção de menus de degustação temáticos.

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