Museu do Neo-Realismo reflecte sobre a educação não formal nos museus

Sofia T

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.
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A jornada de reflexão, realizada na passada terça-feira, no Museu do Neo-Realismo, que se debruçou sobre a temática “Desafios contemporâneos da educação não formal nos museus”, desafiou a reflectir – como o próprio nome indica – uma sala cheia de participantes, problematizando o conceito de educação não formal nos museus, no sentido de conceber programas e projectos educativos em função dos diferentes públicos-alvo e potenciando as colecções dos museus.

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José Alberto Ribeiro, Fernando Paulo Ferreira e António Pedro Pita

Numa primeira parte, que contou com as intervenções do vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, do director cientifico do Museu do Neo-Realismo António Pedro Pita e do director do Palácio Nacional da Ajuda José Alberto Ribeiro, foi feito um enquadramento do tema, distinguindo a educação formal da não formal e abrindo o assunto à discussão.

 

 

 

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Primeiro painel constituído por Leonor Areal, Fátima Faria Roque e Sara Barriga Brighenti

Numa segunda parte, um primeiro painel constituído por Sara Barriga Brighenti, coordenadora do Museu do Dinheiro do Banco de Portugal e Leonor Areal, professora e investigadora de cinema, moderado por Fátima Faria Roque, directora do Departamento de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, explorou as questões ligadas ao apelo à criatividade dos técnicos dos museus para chegar aos vários públicos e como a linguagem do cinema poderá contribuir para a democratização da cultura.

Sara Brighenti explorou as características e formas de abordagem dos técnicos dos museus que facilitam a proximidade e envolvimento dos vários públicos ao Museu e com as colecções.

Leonor Areal deu uma panorâmica da evolução do cinema, desde a máquina de propaganda e meio de influenciar massas até ao veículo de democratização cultural, explicando a necessidade de formar os públicos nesta literacia cinematográfica para que o cinema possa ser mais eficaz no papel de potenciador da democratização cultural.

Um segundo painel composto por Denise Pollini e Miguel Horta, sendo a primeira coordenadora do Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e o segundo pintor e mediador cultural, moderado por Joana Sousa Monteiro, directora do Museu de Lisboa, questionou a acção dos serviços educativos dos Museus na construção de uma nova interpretação de si próprios e os Museus face à Inclusão Social e Direitos Humanos.

Denise Pollini apresentou a experiência da comunhão e da coragem de errar dos serviços educativos como factores vitais e decisivos na proximidade aos públicos, terminando a sua intervenção com uma “declaração de amor” aos Museus.

Miguel Horta conseguiu retirar a carga que se poderia crer pesada em assuntos como Inclusão Social e Direitos Humanos sem, porém, lhes retirar seriedade, estabelecendo uma analogia com os gambozinos, como se a abertura dos museus a públicos diferenciados fosse quase como “caçar gambozinos” dada a vastidão destes públicos e a diferenciação de necessidades. Miguel Horta defendeu o “planeamento e reflexão, para além da necessária coragem para ir mais longe em matéria de acessibilidade que, como todos sabem, transcendem as barreiras arquitectónicas ” e considerou que “tornar os conteúdos acessíveis e possibilitar a fruição das colecções do próprio espaço do museu, utilizando todas as ferramentas pedagógicas disponíveis” são essenciais ao cumprimento da tarefa “incluir”.

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O público interveio com valiosas contribuições

Ambos os painéis foram seguidos de um espaço destinado ao debate e às questões do público que interveio estimulando a discussão e reflexão sobre os assuntos abordados e contribuindo com as próprias experiências.

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Alexandre Sargento, adjunto do vice-presidente da Câmara e aqui em  sua substituição, Clara Camacho e Fátima Faria Roque

A jornada terminou com o comentário de Clara Camacho, técnica superior da Direcção Geral do Património Cultural e presidente da Assembleia Geral do ICOM, que fez um breve resumo da sessão, salientando os pontos que se destacaram ao longo do dia e deixando em aberto, acordando com o que foi dito por Fátima Faria Roque, a possibilidade de virem a concretizar-se novas jornadas que aflorem alguns pontos que ficaram por explorar durante este dia de reflexão.

 

 

 

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.

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