Correntes marítimas páram Maria da Conceição ao fim de sete horas

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Após nadar durante sete horas, Maria da Conceição teve de desistir da travessia do Canal da Mancha por precaução da parte dos pilotos dos barcos de apoio

Maria da Conceição viu-se obrigada a desistir de terminar a travessia do Canal da Mancha, na passada terça-feira, devido à preocupação por parte dos pilotos dos barcos de apoio com as correntes que a puxavam no sentido oposto.

Uns dias antes da prova de Maria da Conceição, registou-se a morte de um nadador experiente, quando estava quase a completar a travessia do Canal da Mancha, o que demonstra a dificuldade e dureza do desafio que os nadadores têm de enfrentar naquelas águas.

A portuguesa, que tinha agendado a prova para o passado dia 27 de Agosto, teve de a adiar devido às más condições meteorológicas que não permitiram, naquele dia, a travessia a nado dos cerca de 34 Km que separam Dover, na Grã-Bretanha, da costa francesa.

(Mensagem de Maria da Conceição na manhã de terça-feira, antes de iniciar a prova)

Maria da Conceição confessou-se desapontada com o resultado e explicou que ainda tinha muito para dar, “mas infelizmente fui persuadida a parar pelo piloto ao fim de sete horas a nadar; eu não estava a lutar, não estava com frio, estava apenas a ir devagar”. “I am disappointed with the outcome, I know that I still had so much more to give but unfortunately allowed myself to be persuaded to stop by the official boat pilot 7 hours into the swim. I wasn’t struggling, I wasn’t cold, I was just slow (which I knew I would be and informed the pilot in advance)”, pode ler-se na sua página pessoal na rede social Facebook.

Maria da Conceição agradece o apoio de todos e diz que aprendeu muito, e que voltará, mais forte e determinada, a tentar a travessia no próximo ano, se conseguir reservar a participação na prova que, geralmente, tem de ser feita com dois anos de antecedência.

Ao Gaibéu, acrescentou que, se não conseguir voltar a este desafio, procurará outro para angariar os fundos necessários para pagar as propinas, referentes ao ano de 2017, das crianças que a Fundação Maria Cristina apoia.

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A vila-franquense propôs-se atravessar o Canal da Mancha para angariar 140 mil libras (166 mil euros), o montante necessário para assegurar a educação e formação de 172 crianças de Dhaka apoiadas pela Fundação Maria Cristina.

Actualmente, apenas 18% do valor que a fundação pretende angariar foi conseguido, cerca de 7,3 mil libras (aproximadamente 8,7 mil euros) por 104 donativos feitos na plataforma de angariação de fundos. Apesar de Maria da Conceição não ter conseguido terminar a prova como desejava, a campanha de angariação de fundos continua activa e aberta a mais donativos e a portuguesa determinada a atingir o seu objectivo.

*artigo editado

Fonte: Fundação Maria Cristina
Imagem de destaque: Facebook Maria Cristina Foundation

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