Coçar coisas estúpidas

Sofia T

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada.
Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões.

Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte.

Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível.

Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte.

A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.
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No passado domingo, acabou a 2ª temporada da comédia “Coisas estúpidas para gente inteligente”, uma produção da Inestética companhia teatral, da autoria de Alexandre Lyra Leite e Rita Leite, com Ana Vilela da Costa, Erica Rodrigues e João Luz, que esteve em cena no Palácio do Sobralinho de 15 a 25 de Outubro.

Esta comédia de variedades encheu a sala do Palácio do Sobralinho de alergias. Sim, de alergias, daquilo que faz comichão às pessoas por ser tão estúpido. Desde o que nos entra pelo ecrã do computador, através de redes sociais como o Facebook, até à reunião do condomínio, ou do G20, passando pela gastronomia Gourmet, o trendy, o exibicionismo vestido de bondade ou o acordo ortográfico, tudo isto foi exposto à análise de um público inteligente. Nada disto seria problemático, se a estupidez não fosse viral e, conforme a peça decorria, não se descobrisse mais e mais da estupidez que enche os dias de todos nós: na casa do vizinho, no parlamento, no médio oriente, em pleno ocidente. E, consequentemente, se a alergia que provoca a gente inteligente não se espalhasse pelos espectadores que iam soltando largas gargalhadas à medida que uma nova estupidez lhes era apresentada.

A comédia da Inestética trouxe a público aquilo de que falamos em privado no aconchego das nossas salas de estar, onde a intimidade nos protege da exclusão provocada pelo medo do contágio da coceira. Mas, ali, no Palácio do Sobralinho, durante 10 dias, os espectadores puderam dar largas aos seus pruridos numa divertida orgia comichosa.

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Trendy, pá”

*Fotografias de ©Inestética companhia teatral

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Profissionalmente tem feito imensas coisas, no entanto, aqui só se encontrará a parte civilizada. Lê livros, conta histórias, estuda um pouco de tudo, o que lhe dá a capacidade de ver o mundo numa perspectiva alargada e de aprender depressa. Nunca pára de aprender. Vive numa insaciável busca por conhecimento e pela melhoria das suas aptidões. Gosta de fazer bem, privilegia sempre a competência e segura-a no seu horizonte. Se lhe perguntarem o que gosta mesmo de fazer, dirá que gosta de ler, escrever e de contar histórias. Por isso, escreve coisas em várias vozes. Eleva cada voz a um desafio que leva até ao fim e lhe serve de combustível. Escreve em plataformas Blogger, WordPress, papel ou na areia da praia. Conta histórias em vídeo, áudio, ou texto. E edita-as todas, porque, acredita, é na edição que está a arte. A quem interessar, nos espaços temporais que deixa em aberto, carregou fardos de palha, sacas de ração e carrinhos-de-mão cheios de estrume. Também trabalhou muitos cavalos e deu aulas de equitação, entre tantas outras coisas.

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